Ações Terapêuticas
Suplemento nutricional antianêmico.
Propriedades
O ácido fólico, após sua conversão em ácido tetraidrofólico, é necessário
para a eritropoese normal e para a síntese de nucleoproteínas. Absorve-se quase
completamente no trato gastrintestinal (a maior parte no duodeno superior),
inclusive na presença de má absorção, devido a espru tropical. Nas síndromes de
má absorção, a incorporação dos folatos da dieta diminui. Sua união às proteínas
é extensa e armazena-se, em grande proporção, no fígado, onde também é
metabolizado. No fígado e no plasma, na presença de ácido ascórbico, o ácido
fólico converte-se em sua forma metabolicamente ativa (ácido tetraidrofólico)
mediante a diidrofolato redutase. É eliminado por via renal e também por
hemodiálise.
Indicações
Estados carenciais de ácido fólico. Não deve ser administrado até haver-se
descartado o diagnóstico de anemia perniciosa. A deficiência de ácido fólico
pode originar a anemia megaloblástica e macrocítica, e glossite. A necessidade
de ácido fólico pode aumentar em: anemia hemolítica, hemodiálise crônica,
lactentes (de baixo peso ao nascer ou com mães com deficiência de ácido fólico).
Síndrome de má absorção associada com doenças do trato hepatobiliar ou do
intestino delgado. Preventivo de falhas do fechamento do tubo neural.
Interações
Os corticóides, o uso de analgésicos a longo prazo e os anticonvulsivantes do
grupo hidantoína ou estrogênios aumentam as necessidades de ácido fólico. Os
antibióticos podem interferir com o método para determinar as concentrações de
ácido fólico e produzir falsos baixos resultados. O metotrexato, a pirimetamina,
o triantereno e a trimetoprima atuam como antagonistas do folato por inibição da
hidrofolato redutase. Aos pacientes aos quais estes medicamentos são
administrados, deve-se utilizar folinato cálcico ao invés de ácido fólico. As
sulfamidas inibem a absorção de folato e as necessidades de ácido fólico podem
aumentar nos pacientes que recebem sulfasalazina.
Precauções
Devido à pouca freqüência com que ocorrem deficiências de uma só vitamina B,
normalmente são administradas associações. A administração parenteral só é
indicada quando não é aceitável a administração oral. As necessidades são
maiores na gravidez e no período de lactação.
Reações Adversas
Raras vezes ocorre toxicidade com função renal normal. Não foram descritos
outros efeitos colaterais, além de reação alérgica (febre, erupção cutânea). Com
grandes doses ocorre coloração amarela na urina, que não requer atenção
médica.
Contra-Indicações
A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de anemia perniciosa
(o ácido fólico corrige as anomalias hemáticas, porém os problemas neurológicos
progridem de forma irreversível).
Posologia
Como complemento dietético: 0,1mg/dia. Esta dose aumenta para até 0,5 a 1mg
quando existem estados que produzem um aumento das necessidades. No espru
tropical, é utilizada uma dose de 3 a 15mg/dia. Tratamento da deficiência: 0,25
a 1mg/dia até que haja resposta hematológica. Manutenção: 0,4mg ao dia. Doses
pediátricas – suplemento dietético: 0,1mg/dia. Aumenta-se a dose para até 0,5 a
1mg quando existem estados que produzem um aumento das necessidades.
Fórmula Molecular
C19H19N7O6
Peso Molecular
P.M.:441.4
Sinônimos
Folacin