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B

 BETAMETASONA
 17 VALERATO

 
 
 
 
SINETROL®

 
 


Ações terapêuticas
Antiinflamatório esteróide, imunossupressor

Indicações
Síndrome de insuficiência respiratória neonatal, doenças alérgicas ou inflamatórias, doenças reumáticas, choque associado com reações anafiláticas ou anafilactóides, doenças dermatológicas (dermatite, líquem, pênfigo, psoríase), doença do colágeno e insuficiência adrenocortical

Precauções
Não se recomenda a administração de vacinas à base de vírus vivos em pacientes que recebem doses farmacológicas de corticóides, pois a replicação dos vírus das vacinas pode ser potencializada. Pode ser necessário aumentar a ingestão de proteínas durante o tratamento a longo prazo. Recomenda-se repouso
da articulação após a injeção intraarticular. Durante o tratamento aumenta o risco de infecção e, em pacientes pediátricos ou geriátricos, o de efeitos adversos. Recomenda-se a administração da dose mínima eficaz durante o tempo mais breve possível. Não é recomendado aplicar a injeção em uma articulação onde
tenha havido ou esteja em curso uma infecção. É mais provável que os pacientes de idade avançada, em tratamento com corticóides, desenvolvam hipertensão. Além disso, os idosos, sobretudo mulheres, são mais propensos a ter osteoporose induzida por corticóides.

O uso simultâneo com paracetamol favorece a formação de um metabólito hepatotóxico deste, aumentando, portanto, o risco de hepatoxicidade. O uso com analgésicos não esteróides (AINE) pode aumentar o risco de úlcera ou hemorragia gastrintestinal. A anfotericina-B com corticóides pode provocar hipocalemia grave. O risco de edema pode aumentar com o uso simultâneo de andrógenos ou esteróides anabólicos. Diminui os efeitos de anticoagulantes derivados da cumarina, heparina, estreptoquinase ou uroquinase. Os antidepressivos tricíclicos não aliviam e podem exacerbar as perturbações mentais induzidas por corticóides. Pode aumentar a concentração de glicose no sangue, sendo necessário, portanto, adequar a dose de insulina ou de hipoglicemiantes orais. As alterações no estado tireóideo do paciente ou nas doses de hormônio tireóideo (se os estiver utilizando) podem tornar necessário um ajuste na dose de corticosteróides, pois no hipotireoidismo o metabolismo dos corticóides é menor e no hipertireoidismo é aumentado. Os anticoncepcionais orais ou estrogênios aumentam a meia-vida nos corticóides e com ele, seus efeitos. Os glicosídeos digitálicos aumentam o risco de arritmias. O uso de outros imunossupressores com doses imunossupressoras de corticóides pode elevar o risco de infecção e a possibilidade de desenvolvimento de linfomas ou outros distúrbios linfoproliferativos. Pode acelerar o metabolismo da mexiletina com diminuição da sua concentração no plasma.

Contra indicações
É contra-indicado para injeção intra-articular: anterior à artrosplastia articular, distúrbios da coagulação sangüínea, fratura intra-articular, articulação instável. Para todas as indicações deve ser avaliada a relação risco-benefício na presença de Aids, cardiopatia, insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão, diabetes mellitus, glaucoma de ângulo aberto, disfunção hepática, miastenia grave, hipertireoidismo, osteoporose, lupus eritematoso, TBC ativa e disfunção renal grave.

Reações adversas
O risco de ocorrerem reações adversas aumenta com a duração do tratamento ou com a freqüência da administração e, em menor grau, com a dose. A administração local reduz, porém não elimina, o risco de efeitos sistêmicos. É necessária atenção médica se ocorrerem durante o uso a longo prazo: úlcera péptica, pancreatite, acne ou problemas cutâneos, síndrome de Cushing, arritmias, alterações do ciclo menstrual, debilidade muscular, náuseas ou vômitos, estrias avermelhadas, hematomas não habituais, feridas que não cicatrizam. São de incidência menos freqüente: visão reduzida ou turva, redução do crescimento em crianças e adolescentes, aumento da sede, ardor, dormência, dor ou formigamento próximo ao local da injeção, alucinações, depressão ou outras alterações do estado anímico, hipotensão, urticária, sensação de falta de ar e asfixia no rosto.

Posologia
Adultos: via oral, 0,6 a 7,2mg por dia em uma única dose ou fracionados em várias doses. Dose pediátrica: insuficiência adrenocortical, 0,0175mg/kg/dia fracionados em 3 a 4 doses; a dosagem em crianças é determinada mais em função da gravidade do estado e da resposta do paciente que pela idade ou peso corporal. Formas parenterais: fosfato de betametasona, adultos: injeção intra-articular, intralesional ou em tecidos moles, até 9mg de betametasona base, repetidos conforme a necessidade;
Crianças: insuficiência adrenocortical, IM, 0,017mg/kg/dia; outras indicações: IM, 0,028 a 0,125mg/kg com intervalos de 12 a 24 horas; acetato de betametasona, adultos: intra-articular, 1,5 a 12mg dependendo do tamanho de articulação afetada; intrabursal, 6mg repetidos conforme a necessidade; intramuscular, 0,5 a 9mg/dia.

Fórmula Molecular
C27H37FO6

Peso Molecular
476,58

 

Ação da betametasona em ratas prenhes: impacto sobre os níveis de corticosterona e glândulas adrenais maternas e fetais.
O texto completo pode ser encontrado no site: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v23n10/8492.pdf