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D
 DEFLAZACORT
 
 
 
 
SINETROL®

 
 


Ação Terapêutica
Antiinflamatório glicocorticóide

Propriedades
Deflazacort é um glicocorticóide com propriedades antiinflamatórias e imunodepressoras. Devido a sua propriedade de não afetar substancialmente a espoliação de cálcio ósseo, seu uso pode ser conveniente para pessoas que necessitam de tratamento glicocorticóide, especialmente aquelas com maior risco de osteoporose; seus reduzidos efeitos diabetogênicos permitem indicar a droga para pacientes diabéticos ou pré-diabéticos.
Após a administração oral, o deflazacort é bem absorvido e imediatamente convertido pelas esterases plasmáticas ao metabólito ativo, o qual alcança concentrações plasmáticas em 1,5 a 2 horas. Possui ligação protéica de 40% e meia-vida plasmática de 1,1 a 1,9 horas. A eliminação ocorre principalmente pelos rins, sendo 70% da dose administrada excretada pela urina e o restante pelas fezes.

Indicações




Doenças endócrinas: insuficiência supra-renal primária ou secundária (a hidrocortisona ou a cortisona são as drogas eleitas; deflazacort, em função de seus mínimos efeitos mineralocorticóides, deve ser usado em conjunto com um mineralocorticóide), hiperplasia supra-renal congênita, tireoidite não supurativa;



Doença reumática: artrite psoriásica, artrite reumatóide, espondilite anquilosante, bursite aguda e subaguda, tenossinovite aguda não específica, artrite gotosa aguda, osteoartrite pós-traumática, sinovite de osteoartrite, epicondilite;



Doenças do colágeno: lúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, polimialgia reumática, poliarterite nodosa, dermatomiosite sistêmica (polimiosite), arterite temporal, granulomatose de Wegener;



Doenças dermatológicas: pênfigo, dermatite ampolar herpetiforme, eritema multiforme grave (síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, micose fungóide, psoríase grave, dermatite seborréica grave;




Doenças alérgicas: controle de reações alérgicas graves ou incapacitantes, que não respondem a drogas não esteróides, rinite alérgica estacional ou permanente, asma brônquica, dermatite de contato, dermatite atópica, doença do soro, reações de hipersensibilidade a medicamentos;


Doenças respiratórias: sarcoidose sistêmica, síndrome de Loeffler, sarcoidose, pneumonia alérgica, fibrose pulmonar idiopática, pneumonia aspirativa;



Doenças oftálmicas: inflamação da córnea, uveíte difusa posterior e coroidite, queratite, coriorretinite, irite e iridociclite, neurite ótica, oftalmia simpática, herpes zoster oftálmica, conjuntivite alérgica;



Doenças hematológicas: púrpura trombocitopênica idiopática, trombocitopenia secundária, anemia hemolítica adquirida (autoimune), eritroblastopenia, anemia congênita hipoplásica (eritróide);
Doenças neoplásicas: leucemia, linfoma, mieloma múltiplo;
Doenças renais: síndrome nefrótica;
Doenças gastrintestinais: colite ulcerativa, enterite regional, hepatite crônica;
Doenças neurológicas: esclerose múltipla exacerbada.

Interações
Apesar de não terem sido detectadas interações medicamentosas durante as investigações clínicas, devem ser tomados os mesmos cuidados dedicados aos outros glicocorticóides;
Salicilato: pode ocorrer diminuição dos níveis;
Digitálicos ou diuréticos: aumento do risco de hipopotassemia com o uso concomitante;
Anticolinesterásicos;
Rifampicina, barbituratos, difenil hidantoína: alteram o metabolismo dos glicocorticóides;
Eritromicina e os estrogênios: podem aumentar os efeitos dos corticosteróides;
Anticoagulantes do tipo cumarínico: os corticóides podem alterar os seus efeitos.

Precauções



Aqueles pacientes em tratamento ou com terapêutica de glicocorticóides, submetidos a estresse não habitual, podem necessitar uma dose maior antes, durante e após a condição estressante;



Os glicocorticóides podem mascarar sinais de infecção ou novas infecções podem se apresentar durante seu uso. Os pacientes com infecções ativas (virais, bacterianas ou micóticas) devem ser estreitamente monitorados;


Em pacientes com tuberculose ativa ou latente a terapêutica deve limitar-se àqueles casos nos quais deflazacort é utilizado junto com o regime antituberculoso adequado;


uso prolongado de glicocorticóides pode produzir catarata posterior subcapsular ou glaucoma;



Durante o tratamento com glicocorticóides, os pacientes não devem receber imunizações, especialmente se for em altas doses, devido à possibilidade de disseminação de vacinas vivas (por exemplo, antivariólica) e falha na resposta dos anticorpos;





A supressão da função hipotalâmica-pituitária-supra-renal, induzida por glicocorticóides, depende da dose e duração do tratamento. O restabelecimento ocorre de forma gradual, conforme a redução da dose ou a suspensão do fármaco. Não obstante, por alguns meses após a suspensão do tratamento pode persistir uma insuficiência relativa; portanto, em qualquer situação de estresse, a terapêutica deve ser reinstituída;





Considerando que a secreção mineralocorticóide pode estar prejudicada, devem ser administrados sais ou mineralocorticóides de forma concomitante. Após um tratamento prolongado, a retirada de glicocorticóides deve ser lenta e gradual para evitar a síndrome de deprivação brusca: febre, mialgia, artralgia e mal-estar generalizado. Isso também pode ocorrer em pacientes sem evidência de insuficiência supra-renal;





O uso de deflazacort requer cuidados especiais nas seguintes condições clínicas: cardiomiopatias ou insuficiência cardíaca congestiva (devido ao aumento da retenção de água); hipertensão e manifestações tromboembólicas.Os glicocorticóides podem causar retenção de sais e água e aumento da excreção do potássio. Pode fazer-se necessário adotar uma dieta com suplemento de potássio e restrição do sal;




Gastrite ou esofagite, diverticulite, colite ulcerativa, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente. Diabetes mellitus, osteoporose, miastenia grave, insuficiência renal. Instabilidade emocional ou tendências psicóticas, epilepsia. Hipotireoidismo e cirrose (podem aumentar os efeitos glicocorticóides);
Herpes simples ocular devido à possível perfuração da córnea;
O uso pediátrico prolongado pode suprimir o crescimento e o desenvolvimento;




Considerando que as complicações do tratamento com glicocorticóides dependem da dose e duração do tratamento, deve se tomar uma decisão baseada na relação risco-benefício para cada caso individual, tanto para a dose e duração do tratamento como para optar entre uma terapêutica diária ou intermitente;







Não existem estudos adequados sobre reprodução humana com glicocorticóides. Foram descritos efeitos teratogênicos em animais pelo uso de glicocorticóides. A administração durante a gravidez e lactação somente deve ser considerada quando os benefícios superarem os riscos potenciais do seu uso. As crianças cujas mães receberam glicocorticóides durante a gravidez devem ser observadas com cuidado em relação a possíveis sinais de hipoadrenalismo ou diminuição do crescimento; portanto, as mães que recebem glicocorticóides devem ser advertidas para não amamentar.

Reações Adversas
Os glicocorticóides relacionam-se com reações adversas que dependem da dose e da duração do tratamento, e incluem:
Aumento da suscetibilidade à infecções;
Efeitos gastrintestinais: dispepsia, ulceração péptica, perfuração da úlcera péptica, hemorragia, pancreatite aguda, especialmente em crianças;
Alterações no equilíbrio hidroeletrolítico;
Equilíbrio negativo de nitrogênio;
Debilidade muscular e esquelética (miopatia e fraturas);
Fragilidade e adelgaçamento da pele;
Retardamento no processo de cicatrização;
Acne;
Alterações neuropsiquiátricas: cefaléia, vertigem, euforia, insônia, agitação, hipomania ou depressão, hipertensão endocraniana, convulsões, pseudotumor cerebral em crianças;
Efeitos oftálmicos: catarata posterior subcapsular, aumento da pressão intraocular, supressão da função hipotalâmica-pituitária-supra-renal;
Alterações corporais: distribuição cushingóide, aumento de peso e rosto arredondado;
Hirsutismo;
Amenorréia;
Diabetes mellitus;
Diminuição do crescimento em crianças;
Casos raros de reações alérgicas;
O deflazacort demonstrou uma menor incidência de reações adversas ao nível ósseo e do metabolismo dos carboidratos, em comparação com outros glicocorticóides.

Contra-Indicações
Contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao deflazacort.

Posologia
A dose requerida é variável e deve ser individualizada com base na doença a ser tratada e na resposta de cada paciente.








Adultos: dose inicial: de 6 a 90mg/dia, dependendo da gravidade dos sintomas. Nas doenças menos graves, doses baixas podem ser suficientes, enquanto nas doenças graves pode ser necessário administrar doses maiores. A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até obter-se uma resposta clínica satisfatória. Se esta não acontecer após um período razoável, o tratamento com deflazacort deve ser interrompido e substituído por outro. Após uma resposta inicial favorável, a dose adequada de manutenção deve ser determinada pela diminuição da dose inicial a pequenas frações, até alcançar a menor dose capaz de manter uma resposta clínica adequada;





Dose de manutenção: os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados pelos sinais sintomáticos que possam indicar a necessidade de ajuste da dose - inclusive com mudanças no quadro clínico resultante da remissão ou exacerbação da doença, resposta individual à droga e efeito do estresse (por exemplo, cirurgia, infecção, traumatismo).Durante o estresse pode ser necessário aumentar temporariamente a dose;


Crianças: 0,22 a 1,65mg/kg/dia ou em dias alternados. Tal qual outros glicocorticóides, para a suspensão do tratamento a dose de deflazacort deve ser reduzida gradualmente;



Equivalência terapêutica: os efeitos antiinflamatórios da droga são comparáveis aos de outros esteróides antiinflamatórios, com uma média de equivalência em relação à prednisona de 0,8 (por exemplo, 6mg de deflazacort = 5mg de prednisona).

Superdosagem
Na superdosagem aguda, recomenda-se tratamento de suporte sintomático. A DL50 oral é maior que 4000 mg/kg em animais de laboratório.

Fórmula Molecular
C25H31NO6

Fórmula Estrtural

Peso Molecular
P.M.: 441,52

Sinônimos
1) (11b,16b)-21-(acetiloxi)-11-hidroxi-2’-metil-5’H-pregna-1,4-dieno{17,16-d]oxazol-3,20-dione.
2) 11b,1-dihidroxi-2’-metil-5’bH-pregna-1,4-dieno[17,-16-d]oxazole-3,20-dione21-acetato.
3) pregna-1,4-diene-11b,21-diol-3,20-dione[17a,16a-d]-2’-metiloxazolina21-acetato.
4) Oxazacort.
5) azacort.

Referências
1) Martindale, The Complete Drug Reference, 34 ed, Pharmaceutical Press, 1096-1.
2) P.R. Vade-mécum Aché 2004.
3) The Merck Index, ed. 20, 484.
4) http://www.rafe.com.br/dicfarmaceutico/remedio.asp?id=17761