Histórico
Planta originária das planícies dos Estados Unidos, onde as tribos indígenas utilizavam a raiz da equinácea para o tratamento de tosses, gripes, dores de garganta e dente ou infecções.
Atualmente, é um dos fitoterápicos mais estudados e utilizados na Europa e Estados Unidos. Estudos científicos confirmaram a ação imunoestimulante da planta.
Nome Científico: Echinacea purpurea L Moench.
Família: Asteraceae.
Nomes Populares: purpúrea, flor-de-cone, púrpura, rudbéquia. Igelkopf (alemão), echinacea (francês, ingles)
Parte Utilizada: raízes, rizoma.
| Constituintes: |
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Polissacarídeos com alto peso molecular: heteroxilana, arabinogalactano, equinacina, O-metil-glucoroarabinoxilan (polissacarídeo I), arabinoramnogalactan (polissacarídeo II), inulina (5,8%); |
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Derivados do ácido cafeico: ácidos fenólicos (fenóis totais-ácidos clorogênico e equinacosídeo 0,5-1,0%, cinarina, ácido quínico, ácido cafeoil-tartárico, glicosídeo-cafeoil, verbascosídeo; |
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Alquilamidas: Cerca de 20 derivados de isobutilamina de ácidos graxos de cadeia plana (de C11-C16): quinaceina, neoerculina, a-sanshool, ácido chicórico (0,04%); |
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Flavonóides: rutina, rutosideo (0,48-0,38%); |
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Óleos essenciais (0,6%): Humuleno, borneol, burnil acetato, germacreno D, cariofileno; |
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Alcalóides (saturados tipo pirrolizidina); |
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Isotussilagina e tussilagina 0,006%; |
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Outros constituintes: betaína (carotenóides), resinas (1,9%) ácidos graxos (oléico, linolêico, cerotínico, palmítico), fitosterois, poliacetilenos, glicosideos do ácido quínico, sais minerais, achinolona, açúcares reduzidos (glicose, frutose, outras pentoses); |
| Ação Terapêutica |
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imunoestimulante |
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antiinflamatória |
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antibiótica |
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depurativa |
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afrodisíaca |
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fortificante |
| Propriedades |
| A farmacologia da equinácea encontra-se muito bem estudada, e possui diversos mecanismos de ação envolvidos. Os estudos são baseados em seus principais e tradicionais usos e confirmam a ação no tratamento de infecções respiratórias e cutâneas, demonstrando atividade imunológica, antiinflamatória e, principalmente, antiviral; |
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Ação imunoestimulante e imunomoduladora: dada por diversos mecanismos, tais como: |
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- ação estimulante da fração polissacarídea sobre os macrófagos e linfócitos; |
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- ação estimulante adicional a fagocitose proporcionada pelos derivados do ácido cafeico e pelas alquilamidas; |
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- inibição da via clássica do complemento devido a potente ação do ácido clorogênico; |
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- estímulo da via alternativa do complemento pela inulina; |
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- ativação, pela properdina, do sistema complemento na presença de antígenos bacterianos e estímulo da imunidade humoral, além participação nos processos de lise bacteriana. |

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Ação antiinflamatória: demonstrada pela fração polissacarídea e pelas alquinamidas, que inibem a ciclooxigenase e a lipooxigenase. Outro fator observado foi o aumento da secreção de hormônios corticoesteróides pela supra-renal; |

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Ação na matriz do tecido conjuntivo: exibem uma ação protetora da matriz do tecido conjuntivo, o que explica o uso no tratamento de úlceras cutâneas, além desta ação, alguns pesquisadores relatarem o estímulo da síntese de substâncias da matriz do tecido conjuntivo; |
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Ação antiviral e bacteriostática: possui atividade antiviral contra o vírus da herpes, além do relato, por parte de alguns pesquisadores, de apresentar ação contra o influenza e a estomatite vesicular e também da inibição da enzima integrase, essencial à reprodução do HIV. Foi também relatada uma ação inibitória sobre alguns tipos de bactérias Gram negativa e positiva; |
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Outras ações: antioxidante, antilipidêmica, anticarcinogênica, protetora contra infecções. |
| Não há aprofundamentos nos estudos farmacocinéticos realizados quanto a ação em conjunto dos componentes farmacológicos da equinácea, o que está bem estabelecido é a farmacocinética individual destes componentes e o que é relatado em especial é a má absoção destes por via oral, contudo não se descarta a hipótese de que hajam substâncias no extrato que facilitem essa absorção. |
| Indicações |

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Doenças de pele: erisipela, abscesso, acne, micose, furúnculo, psoríase, hemorróidas, inflamação, irritação, manchas, sardas. Feridas infectadas ou infecções cutâneas por microorganismos comuns da pele: para tratamento adjuvante de infecções de pele, acompanhado de tratamento local e terapia antimicrobiana adequada; |
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Sistema sanguíneo: depuração, gangrena; |
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Sistema imunológico; |

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Prevenção ou tratamento de infecções respiratórias virais: em gripes e resfriados para reduzir a intensidade dos sintomas e o tempo de doença, ou para prevenir infecção viral das vias respiratórias em pessoas com gripes de repetição; |
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Septicemia; |

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Prevenção ou tratamento de candidíase vaginal de repetição: na prevenção de recorrência de candidíase vaginal em mulheres com vaginite crônica por Candida albicans. Nos casos de infecção ativa, deverá ser administrada em associação com antimicótico. |
Interações
Não foram citadas interações na literatura consultada.
| Precauções |
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Excesso de consumo causa irritação de garganta; |
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Seguir a posologia recomendada; |
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Em caso de hipersensibilidade ao produto, descontinuar o uso; |

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Usar cuidadosamente em portadores de Diabetes Mellitus pois Echinácea é muito rica em glicídeos, podendo alterar a glicemia; |

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É um estimulante do sistema imunológico. Por isso não deve ser usado por longos períodos sem indicação médica. Recomenda-se que o uso não ultrapasse oito semanas consecutivas. |
Reações Adversas
As reações adversas com o uso de Equinácea são brandas e raras, podendo ocorrer gosto desagradável na boca, náusea e vômito, dor abdominal, diarréia, ardência e desconforto na garganta ou ao engolir, aumento da salivação, tonteira e dor de cabeça.
Possíveis reações alérgicas a quem tem alergia a girassóis.
| Contra-Indicações |
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Pessoas com hipersensibilidade aos seus componentes; |
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Colagenoses e outras doenças auto-imunes: como a Echinacea purpurea causa um estímulo generalizado das funções do sistema imunológico, a maioria dos autores concorda que não é recomendável sua administração a pacientes com doenças autoimunes, pois pode agravar essas condições; |
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AIDS (Síndrome da Imunodeficiência adquirida): a Echinacea purpurea causa aumento da liberação de interleucinas e fator de necrose tumoral, que aumentam a replicação do vírus HIV. Por isso é possível que sua administração na AIDS venha a causar mais malefícios que benefícios, o que leva a maioria dos autores a contraindica-la em infecção por HIV; |
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Tuberculose: devido ao seu estímulo imunológico; |
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Gravidez e amamentação. |
Posologia
250 mg de 1 a 3 vezes ao dia.
Superdosagem
A superdosagem por via oral não foi relatada em humanos. Doses muito altas podem produzir náuseas, vômitos e sialorréia. Em caso de superdosagem deve ser passada sonda nasogástrica, seguida de esvaziamento e lavagem do conteúdo gástrico. Caso hajam náusea e vômitos, deverá ser usada metoclorpramida por via intramuscular.
Fórmula Molecular
Não apresentada na literatura consultada devido ao fato de ser um composto de princípios farmacológicos.
Fórmula Estrutural
Não apresentada na literatura consultada devido ao fato de ser um composto de princípios farmacológicos.
Peso Molecular
Não apresentado na literatura consultada devido ao fato de ser um composto de princípios farmacológicos.
Sinônimos
Ver em Histórico.
Referências
1) http://plantas.dositio.com/product_info.php?cPath=35&products_id=123
2) http://www.corpoperfeito.com.br/produto/?p=Imunnal_(30_caps)_Herbarium
3) http://www.farmaverde.com.br/saiba_mais/artigos/Equinacea.htm
4) http://www.rxlist.com/cgi/alt/echinacea.htm
5) http://www.plantasmedicinales.org/legisl/oct2003/legislacion_fitoterapicos_brasil.htm
6) http://64.233.161.104/search?q=cache:qATqm7LvxdwJ:www4.anvisa.gov.br/base/
visadoc/CP/CP%255B5840-2-0%255D.PDF+bula+equin%C3%A1cea&hl=pt-BR&lr=lang_pt
7) http://www.floramedicinal.com.br/print_bulario.asp?id_produto=26
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