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E

 ESTREPTOMICINA

 
 
 
 
SINETROL®

 
 


Ações Terapêuticas
Antibiótico aminoglicosídeo.

Propriedades
Antibiótico bactericida de pequeno espectro. É transportado ativo através da
membrana bacteriana; une-se de maneira irreversível a uma ou mais proteínas
receptoras específicas da subunidade 30 S dos ribossomos bacterianos e interfere
no complexo de iniciação entre o RNA mensageiro e a subunidade 30 S. O DNA pode
ser lido de forma errônea, o que dá lugar à produção de proteínas não
funcionais. Os polirribossomas são separados e não são capazes de sintetizar
proteínas. É absorvido total e rapidamente por via intramuscular. Como todos os
aminoglicosídeos, sua absorção por via gastrintestinal é muito pequena.
Distribui-se principalmente no líquido extracelular e em todos os tecidos do
organismo, exceto no cérebro; sua distribuição é pequena em LCR e em secreções
brônquicas. Foi encontrado na bile, nos líquidos ascítico e pleural, em
abscessos tuberculosos e tecido caseoso; suas concentrações são muito elevadas
na urina. Atravessa a placenta. Sua união às proteínas é de baixa a moderada e
não é metabolizada.É excretado por via renal de 80% a 98% como droga inalterada
em 24 horas e 1% pela bile.

Indicações
Tratamento de todas as formas de tuberculose produzidas por Micobacterium
tuberculosis, usado simultaneamente com outros antituberculosos; profilaxia
da endocardite bacteriana (associado com betalactâmicos); tratamento da
Brucelose e do granuloma ingüinal por Donovania granulomatis.

Interações
Evitar o uso simultâneo com outros aminoglicosídeos ou com capreomicina, pois
o risco de ototoxicidade, nefrotoxicidade e bloqueio neuromuscular pode ser
aumentado; o mesmo pode ocorrer quando associado com vancomicina, cisplatina e
anfotericina-B. Se for utilizado com anestésicos halogenados por inalação ou com
bloqueadores neuromusculares deve ser feito um acompanhamento muito cuidadoso do paciente, já que pode potencializar o bloqueio neuromuscular e dar lugar a uma
prolongada debilidade do músculo esquelético, com depressão ou paralisia
respiratória. A eficácia da estreptomicina diminui se for misturada na mesma
solução com um antibiótico betalactâmico, pois reage quimicamente e perde a sua
efetividade terapêutica. Os diuréticos aumentam sua nefrotoxicidade.

Precauções
Deve ser utilizado com precaução em pacientes com disfunção renal pelo
aumento do risco de toxicidade devido às concentrações séricas elevadas, em
pacientes com deterioração do oitavo par craniano por sua toxicidade auditiva e
vestibular e em pacientes com miastenia grave ou parkinsonismo, já que pode
produzir bloqueio neuromuscular e aumentar a debilidade do músculo esquelético.
Durante o tratamento com estreptomicina, é aconselhável fazer determinações
periódicas das funções renais, vestibular e audiogramas. Em insuficiência renal,
a dose deve ser ajustada segundo a liberação de creatinina.

Reações Adversas
Necrose tubular renal. Diminuição da audição e da função vestibular. Bloqueio
neuromuscular. Síndrome de má absorção. Hipersensibilidade.

Contra-Indicações
Alergia à estreptomicina. Gravidez. Miastenia grave. Otite média

Posologia




Dose usual para adultos - tuberculose: associado com outros antituberculosos, 1g IM, 1 vez ao dia; outras infecções: associado com outros antibióticos, de 250mg a 1g IM a cada 6 horas ou de 500mg a 2g a cada 12 horas.


Dose usual em crianças - tuberculose: 20mg/kg, IM, 1 vez ao dia; a dose máxima diária não deve passar de 1g;




Outras infecções: 5 a 10mg/kg, IM, a cada 6 horas, ou de 10 a 20mg/kg a cada 12
Horas.

FÓRMULA MOLECULAR
C21H39N7O12

PESO MOLECULAR
P.M.:581.57

SINÔNIMOS
O-2-Deoxy-2-(methylamino)-α-L-glucopyranosyl-(1alfa2)-O-5-deoxy-3-C-formyl-α-L-lyxofuranosyl-(1alfa4)-N,N’-bis(aminoiminomethyl)-D-streptamine