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 ALFA 
 METILDOPA
 
 
 
 
SINETROL®


Ação terapêutica
Anti-hipertensivo.

Propriedades
A Metildopa é um anti-hipertensivo de ação central. Trata-se de um pró-fármaco que exerce sua função anti-hipertensiva por meio de um metabólito ativo para abaixar a pressão arterial. Ela é descarboxilada no SNC a ∞-metilnoradrenalina, que se supõe estimular os ∞-2 adrenoreceptores, resultando em uma redução no tônus simpático e baixa na pressão sanguínea.
A Metildopa é usada no controle da hipertensão, embora outras drogas com efeitos colaterais menores geralmente são preferidas. Ela pode ser, entretanto, o tratamento de escolha na hipertensão durante a gravidez.
A Metildopa reduz a resistência vascular, sem causar grandes modificações na potência cardíaca em pacientes jovens com hipertensão essencial não complicada. Em pacientes idosos, no entanto, o débito cardíaco pode diminuir como conseqüência de uma diminuição da freqüência cardíaca e do volume sistólico, esse processo é secundário ao relaxamento de veias e a uma redução na pré-carga.
A queda da pressão arterial é no máximo em 4-6 horas (MARTINDALE) e em 6-8 horas (GOLDMAN & GILMAN) após a administração oral ou intravenosa.
Embora a redução da pressão Arterial seja menor em decúbito dorsal do que a que ocorre na posição ortotástica sintomática, a Hipotensão ortostática é menos comum do que com outras drogas, isto porque a Metildopa atenua, mas não bloqueia completamente de barorreceptores. Por esta razão, é melhor tolerada durante anestesia cirúrgica.
Durante o tratamento com a Metildopa o fluxo sangüíneo é mantido e a função renal não sofre alteração.
As concentrações plasmáticas de noripenefrina caem em associação à redução da pressão arterial, refletindo a diminuição do tônus simpático.
Ela também pode agir como um falso neurotransmissor e ter algumas ações inibitórias na atividade da renina plasmática reduzindo as concentrações tissulares de dopamina, noradrenalina e serotonina. A secreção de renina também é reduzida pela Metildopa, não sendo sua principal ação, nem tão pouco sendo necessária para a ação hipotensora.
O uso prolongado da Metildopa, também pode gradualmente promover a retenção de sal e água pelo organismo, e isto tende a diminuir o efeito hipotensor. Este fato pode ser classificado como pseudotolerância e resolvido através do uso simultâneo de diuréticos.
É interessante ressaltar que o tratamento com Metildopa pode reverter à hipertrofia ventricular esquerda no período de 12 semanas, sem qualquer relação aparente com alteração da pressão arterial.

Farmacocinética
Como a metildopa é um pró-fármaco metabolizado no Cérebro à forma ativa, sua concentração plasmática é menos importante para seus efeitos do que a de muitos outros fármacos.
Quando administrada via oral, a metildopa é absorvida por um transportador ativo de aminoácidos. A concentração plasmática máxima é atingida depois de 2-3 horas.
O fármaco distribui-se num volume aparente relativamente pequeno (0,4 litros/kg) sendo eliminado com meia-vida em cerca de 2 horas.

Aparentemente, o transporte da Metildopa No SNC também é um processo ativo.
A metildopa é excretada na urina primariamente como conjugado de sulfato (50-70%) e na sua forma original (25%).
A fração remanescente é excretada na forma de metabólitos, incluindo metildopamina, metilnorepinefrina e produtos O-metilados dessas catecolaminas.
A meia-vida da Metildopa pode chegar a 4 ou 6 horas em pacientes com insuficiência renal.
A discrepância entre os efeitos da Metildopa e sua concentração plasmática, está melhor relacionado com o tempo requerido para o transporte para o SNC, conversão ao metabólito ativo e remoção destes metabólitos do cérebro.

Indicações

A Metildopa constitui o fármaco preferido para o tratamento da hipertensão durante a gravidez, com base na sua eficácia e segurança tanto para a mãe quanto para o feto.
A Metildopa é indicada para tratamento de pacientes com hipertensão arterial.
A Metildopa é um agente hipotensor bastante efetivo quando usado juntamente com um diurético. Isto é geralmente bem tolerado por pacientes com doença cardíaca isquêmica e pelos portadores de disfunção diastólica.

Precauções
Os efeitos colaterais freqüentes e o potencial de anormalidades imunológicas e toxicidade orgânica são tais que esse agente não deve ser utilizado como fármaco inicial na monoterapia, porém reservado para pacientes para os quais pode ter valor especial.
A Metildopa deve ser usada com cautela em pacientes com deficiência hepática ou renal com histórico de anemia hemolítica, doenças do Fígado, pacientes com mal de Parkinson e pacientes com depressão.

Reações adversas
Além de reduzir a pressão arterial, os metabólitos ativos da Metildopa atuam sobre os receptores ∞-2 adrenérgicos no tronco encefálico, inibindo os centros responsáveis pelos estados de vigília e alerta, produzindo em grande parte sedação transitória.
A diminuição da energia psíquica pode ser um efeito persistente em alguns pacientes, ocorrendo depressão em certas ocasiões.
Como os centros medulares que controlam a salivação são também inibidos pelos receptores ∞-adrenérgicos, a Metildopa pode produzir secura na boca.
Outros efeitos adversos que podem ocorrer como resposta farmacológica da ação da Metildopa são a redução da libido, sinais de parksonismo e hiperprolactinemia, que pode se tornar pronunciada a ponto de desenvolver ginecomastia e galactorréia.
Indivíduos com disfunção de nódulo sinoatrial, em uso da Metildopa, podem precipitar bradicardia grave e parada sinusal incluindo o que ocorre com a hipersensibilidade do seio cariotídeo.
A Metildopa também provoca alguns efeitos adversos que não estão relacionados com sua ação farmacológica.
A Hepatotoxicidade, algumas vezes associada à febre, é um efeito tóxico raro, mas potencialmente grave.
É desconhecida a ocorrência de hepatite tóxica, porém alterações nas provas de função hepática podem ocorrer em cerca de 5% dos pacientes, ambas reversíveis com a suspensão do tratamento.
A Metildopa pode causar ainda uma anemia hemolítica. Pelo menos 20% dos pacientes podem apresentar teste de Coombs positivo após um ano de uso, não havendo a necessidade de suspender o tratamento. Porém, ao menor sinal de anemia, é necessária a suspensão imediata, havendo a regressão.
As reações adversas da metildopa são na maioria conseqüências de sua ação farmacológica.
A incidência total de reações pode ser tão alta quanto de 60%, mas a maioria é temporária e reversível.

Efeitos adversos que não estão relacionados com sua ação farmacológica
Leucopenia;
Trombocitopenia;
Erupção cutânea;
Miocardite;
Aplasia eritroíde;
Pancreatite;
Diarréia e má absorção.

Contra-indicações
Por conta da sua excreção renal, a Metildopa deve ser evitada em pacientes com insuficiência renal, e embora não seja muito comum o comprometimento hepático (cerca de 5%), também deve ser evitada em portadores de hepatopatias crônicas.
É aconselhável evitar o uso da Metildopa em pacientes com Hepatopatia.

Posologia
A dose inicial habitual da metil dopa é de 250mg duas vezes ao dia. Observam-se poucos efeitos adicionais com doses superiores a 2g/dia.
A administração de uma dose única diária de metildopa ao deitar minimiza os efeitos sedativos, embora alguns pacientes possam necessitar de duas doses diárias.

Interações
Os efeitos da metildopa são potencializados por diuréticos, outros anti-hipertensivos e drogas com efeitos hipotensivos. Entretanto há relatos de antagonismo paradoxal de efeitos hipotensivos por antidepressivos tricícliclos, antipsicóticos e beta bloqueadores. Os simpatomiméticos, também podem antagonisar os efeitos hipotensivos.

Superdosagem
A ingestão de 2,5 g de Metildopa pode ocasionar coma, hipotermia, hipotensão, Bradicardia e boca seca. Estas alterações foram observadas em 19 homens idosos.

Fórmula molecular
C10 H13 NO4.1 1/2H2O

Fórmula estrutural


Peso molecular
P.M. 238,2 g/mol.

Sinônimos
-metildopa, Metildopa, Metildopum, 3-hidroxi--metil.

Referências
1. Martindale; The Complete Drug Reference; 34th ed.;
2. Gooldman & Gilman As bases Farmacológicas da Terapêutica;
3. P.R. Vade Mécum.
4. The Merck Index; 12th ed.;
5.
http://www.Wikipédia.com